Colonoscopia

É um exame endoscópico que possibilita a visualização direta e total do intestino grosso e a porção final do intestino delgado, sendo então usada para diagnóstico e terapêutica. Atualmente a colonoscopia se destaca como um dos mais completos métodos de investigação das doenças colorretais, apresentando como vantagens sobre outros métodos a possibilidade de observação da mucosa do cólon, e muitas vezes do íleo terminal, em tempo único e de forma direta. Permite ainda, a realização de biópsias e procedimentos terapêuticos variados.

Podemos dividir as indicações da colonoscopia em diagnósticas e terapêuticas

COLONOSCOPIA DIAGNÓSTICA

  • Sinais e sintomas intestinais em pacientes com exames normais
  • Avaliação de sangramento gastrointestinal (hematoquezia, enterorragia, sangue oculto nas fezes, melena).
  • Investigação de pólipos e câncer colorretal
  • Doença inflamatória intestinal
  • Sintomas gastrointestinais com Clister opaco normal
  • Anemia ferropriva não explicável.
  • Investigação de diarréia e constipação intestinal
  • Dor abdominal refrataria e inexplicável, aguda ou crônica
  • Avaliação de ileostomias e reservatório ileal
  • Investigação de endometriose colorretal
  • Doença diverticular
  • Colites infecciosas
  • Enterocolite actínica
  • Colite isquêmica
  • Estenoses do cólon

 

COLONOSCOPIA TERAPÊUTICA

  • Polipectomia
  • Mucosectomia
  • ESD
  • Hemostasia
  • Colonoscopia intraoperatória
  • Descompressão intestinal
  • Remoção de corpos estranhos

EQUIPAMENTO

– O videocolonoscópio é um endoscópio flexível sendo um equipamento tubular, dotado de fibras ópticas, um canal para insuflação de ar, um canal de trabalho e uma microcâmera construída na ponta. As fibras ópticas levam a luz emitida por uma lâmpada de xenônio de uma fonte até a ponta do aparelho iluminando o interior do cólon para captação de imagem que é feita pela microcâmera, decodificada em uma processadora e projetada em um monitor de vídeo.

– Atualmente o colonoscópio pode ser encontrado em diversos tamanho, sendo curto (1,270 mm), intermediário (1.670 mm), longo (2.022 mm) com calibre de uso pediátrico e com rigidez variável.

– O ângulo da visão varia de 85º a 180º, de acordo coma flexão da ponta do aparelho, e a profundidade do foco varia de 10 a 15 cm. Fontes de luz da xênon ou tungstênio podem ser encontradas.

– O canal de insuflação serve para injetar ar dentro do cólon, distendendo-o e permitindo adequado exame. O canal de trabalho serve para aspirar o conteúdo líquido ou gasoso bem como para a passagem de pinças e outros acessórios para realização procedimentos terapêuticos.

IMPORTANTE: Com a falta de acompanhante não poderemos realizar o exame

PERGUNTAS FREQUENTES:

  • Como o exame é realizado?

O exame é iniciado após o teste do funcionamento do equipamento. Na nossa clínica, a equipe é formada pelo endoscopista, por duas técnicas de enfermagem, por um anestesista em cada sala. O colonoscopista, devidamente paramentado, fica à direita do paciente com o monitor à sua frente.

Após o paciente estar monitorado, sedado e em decúbito lateral esquerdo, é realizado o toque retal. O objetivo do toque é de dilatar o ânus e prepará-lo para introdução do aparelho, permitindo a avaliação do canal anal para presença de lesões que não podem ser adequadamente visualizadas pelo colonoscópio. Deve ficar claro que a colonoscopia não substitui o exame proctológico, não sendo um método de avaliação do ânus e do canal anal.

Após o toque, o colonoscópio é introduzido sendo manobrado e avançado dentro da luz cólica, a insuflação de ar auxilia neste processo. Pode-se também aspira e a injetar água para facilitar a visualização do lúmen e das paredes cólicas. O objetivo do exame é atingir o ceco e penetrar no íleo terminal.

  • Pós-Exame

Após o exame o paciente é conduzido para a unidade de recuperação, onde deve ficar em observação.Dependendo da quantidade de sedativos utilizada,e da sensibilidade individual, alguns podem necessitar de monitoramento e observação mais atenciosos e do uso de antagonistas das medicações utilizadas. Após a recuperação o paciente é liberado junto ao seu acompanhante.

  • Contra-indicações absolutas
    Abdômen agudo obstrutivo
    Peritonite
    Suspeita de abdômen agudo perfurativo
    Megacólon tóxico
    Diverticulite aguda
    Pós operatório recente com anastomose cólica
    Pélvis congelada

 

  • Contraindicação Relativa
    Gravidez
    História de infarto agudo do miocárdio recente
    Tromboembolismo pulmonar recente
    Pacientes em más condições clínicas
    Magacólon chagásico
    Preparo intestinal inadequado
  • Complicações da Colonoscopia
  • Complicações Diagnósticas
  • Preparo intestinal

Os distúrbios hidroeletrolíticos são as alterações creditadas ao preparo intestinal mais frequentemente observadas.

  1. O Manitol pode promover náuseas, vômitos, hipotensão arterial, distúrbios hidroeletrolíticos do sódio e potássio e alterações do hematócrito e da hemoglobina.
  2. PEG pode ocasionar náuses, vômitos, hipotensão e empachamento. Os efeitos estão mais relacionados ao grande volume a ser ingerido no preparo ( 3,5 litros).
  3. Fosfosoda pode ocasionar náuseas, vômitos, hipotensão, distúrbios do sódio, plasmático e seu uso deve ser evitado em nefropatas, devido aos já citados relatos de insuficiência renal aguda.
  4. Lactulose pode promover hipotensão, distúrbios do sódio e alterações do hematócrito e da hemoglobina.
  • Sedação e analgesia

As medicações utilizadas variam de acordo com a preferência do anestesista. O paciente durante o procedimento é mantido sob máscara de oxigênio, oxímetro de pulso, monitorização cardiorepitatória, em um ambiente adequado e preparado para qualquer intercorrência.

  • Complicações eventuais durante o procedimento
  1. Hipoxemia Depressão respiratória
  2. Apneia
  3. Tromboflebite
  4. Bradicardia
  5. Hipotensão
  6. Náuseas e Vômito
  • Hemorragia

A hemorragia ocorre em 0,03% das colonoscopias diagnósticas e na maioria dos casos é uma situação autolimitada que não requer tratamento.O sangramento é causado por biópsias ou traumas do aparelho. Obviamente, alterações da coagulação devem ser detectadas e corrigidas antes do procedimento.

  • Perfuração

A perfuração é uma complicação diagnóstica de maior gravidade. Sua incidência varia entre 0,17% a 0,3% com mortalidade de 0,02%. A perfuração pode acontecer nas seguintes situações:
1. Ruptura de um divertículo
2. Perfuração em área de estenose ( estreitamento da luz do cólon )
3. Perfuração do intestino sadio
4. Laceração de serosa
5. Distensão abdominal
6. Bacteremia
7. Reflexo vasovagal
8. Colite por glutaraldeído

  • Complicações terapêuticas

-Hemorragia pós polipectomia – complicação mais frequente da polipectomia e ocorre em até 6,1% desses procedimentos.
-Perfuração ocorre em 0,1% das polipectomias.
-Síndrome pós-polipectomia – ocorre por queimadura transmural no sítio da inserção do pedículo na parede do cólon. Clinicamente, a síndrome manifesta-se por dor abdominal, febre, leucocitose, e sinais de localizados de irritação peritoneal.